01/05 - Samhain

setembro 21, 2014

Embora as forças da luz ainda não tenham declinado inteiramente, este é o ponto da morte, do final do verão, a melhor época para descer ao submundo do eu interior para que possamos compreender as coisas que irão nos ajudar quando o ano retornar em Yule. Esta é a chance de venerar os nossos mortos, tanto os verdadeiros quanto aos metafóricos, e finalmente desistir de tudo que precisamos descartar. De agora em diante, a esperança começará a aumentar, embora a luz ainda esteja diminuindo, pois estamos na reta final do Solstício de Inverno e do renascimento do sol. 
Fazer um trabalho mágico nos festivais, combinado os nossos rituais de celebração dentro e fora do trabalho lunar e mágico, pode contribuir para uma vida satisfatória e, em última análise, equilibrada. 


SAMHAIN é o Festival dos Mortos, o festival celta do fogo, quando a passagem entre o plano terrestre da existência e as esferas espirituais é aberto durante algum tempo para possibilitar que os vivos comunguem com os seus familiares e amigos já falecidos. Não são apenas os seres humanos que atravessam o caminho entre um mundo e outro; os nossos queridos animais de estimação também o fazem. O Deus é o Guardião que permite que os mortos viagem entre os diferentes níveis da existência. Ele é o Senhor da Vida e da Morte no seu aspecto da Morte, aquele que alguns de nós tememos, mas cuja compaixão encerra o sofrimento quando o corpo já não pode ser curado.

Este é o Helloween, um período no qual o tempo ordinário do relógio não tem poder, quando os nossos poderes paranormais são aguçados e realmente parecemos te um pé no Outro Mundo. 

Do lado de fora, os ventos fortes só não lançaram ao chão lamacento as folhas mais renitentes. As árvores e os arbustos  exibem a completa nudez dos seus galhos e troncos, embora as primeiras protuberâncias nodosas revelem onde vão nascer as primeiras folhas da primavera. Os rios correm cheios pelas ribanceiras desoladas e os riachos são retardados pelo rendilhado do gelo que se espalha pela paisagem. As noites agora são longas e os dias, curtos. 

Contra esse fundo de frio e desolação, fogueiras ardem e fogos de artificio explodem no céu. Nas casas aquecidas, bruxos e pagãos acendem lanternas de abóbora, assam tortas de abóbora ou maçã, põem à vista a comida e preparam-se para dar boas vindas aos mortos. Esta é a ocasião de finalmente abandonar qualquer assunto remanescente que não possa ser resolvido. 

- CELEBRAÇÃO DE SAMHAIN PARA A FAMÍLIA OU OS AMIGOS

Esta é uma maneira não - ritualística de celebrar o Samhain. Você pode precisar de:

* Uma vela para cada pessoa ou animal que vá ser lembrada.
* Um caldeirão ou outro recipiente à prova de fogo com areia.
* Uma fotografia, uma recordação ou o nome da pessoa ou animal escrito em um pedaço de papel.
* Lanternas de abóbora ou de nabo para decorar a sala.
* Maçãs
* Comida, inclusive sopa, torta de abóbora e assim por diante.
* Cartas de tarô, ferramentas de cristalomancia e coisas semelhantes
* Instrumentos musicais e/ou poesia e prosa apropriados à estação e ao tema do festival e que devem ser lidos em vos alta.

__ Cada um deve acender uma vela para a pessoa ou animal que vai ser lembrado e a seguir colocá-la no recipiente com areia.

__ Coloque o nome, a foto, um poema ou outra lembrança contra o recipiente com as velas.

__ Quando todos terminarem, deem as boas vindas para os mortos e banqueteiem-se com eles.

__ Depois, quando todos estiverem satisfeitos, leiam poemas, toquem músicas, cantem e façam o que quiserem para entreterem uns aos outros.

Pode-se ler cartas de tarô ou praticar outras formas de adivinhação.

Em Samhain, A Roda do Ano deu praticamente a volta completa. Para algumas pessoas, este é o Ano Novo, e, para outras, o renascimento do Sol em Yule recomeça o ciclo.

Bons festejos!



- NO XAMANISMO NÓRDICO


No xamanismo nórdico é usado a nomenclatura DISBLOT. O fim das colheitas e a aproximação do inverno eram marcados pelo festival das "Noites de Inverno", a comemoração das ancestrais (Disir) e dos Elfos....
No Blot invocam-se ODIN, FRIGGA, NERTHUS, FREY  e FREYJA, as Disir e os Alfar, oferecendo-lhes libações, orações e maçãs. O pão é abençoado em nome das divindades e uma porção dele é colocada na vasilha de oferendas, junto com a oferenda de cerveja. Os participantes compartilham do pão e oferecem frutas, grãos, colocando-os sobre a efigie e pedindo proteção e bênção às divindades e aos ancestrais. Se o espaço permitir, faz-se uma dança circular para agradecer a colheita. No final da comemoração, as maçãs, a efígie e o conteúdo da vasilha de oferendas são levados e entregues em algum lugar na natureza. 

Para um ritual feminino, invocam-se apenas deusas (acrescentando Holda, Skadhi, Saga e Hel) e as Disir. Pode-se também realizar um Freyjablot, reverenciando Freyja como Vanadis, ou seja a "Dis dos Vanes" ou a "Grande Dis", a receptora e guardiã das almas e detentora do poder mágico do Seidhr. Podem ser "queimadas" memórias negativas, lembranças de dores e sofrimento feminino, realizando um ritual de cura da linhagem ancestral ao redor de uma fogueira ou caldeirão com chamas e batendo tambor para liberar e transmutar as energias negativas do passado. 

Qualquer que seja o ritual, ele deve ser harmonioso e significativo, imbuído de respeito e reverência pelo legado deixado pelos ancestrais. Jamais acrescente roupas, máscaras ou objetos de Helloween, cuja origem é celta e não nórdica. 

As runas correspondentes são HAGALAZ (permite o acesso ao reino de HEL), ANSUZ (Odin), PERDHRO (Mistérios, FREYJA), RAIDHO e EIHWAZ (meios de locomoção entre os mundos), OTHALA (ancestrais). Para uma encenação ritual pode ser usado o mito de Odin quando ele acorda uma Volva morta para saber do destino do seu filho BALDUR. Nesse caso, use as runas HAGALAZ, WUNJO E NAUDHIZ, e faça depois uma sessão de Seidhr.
O sinete mágico reproduz a forma de um nó de proteção. 

(por Mirella Faur).


Blessed Be






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