Baldur - "O Brilhante", "O Belo", "O luminoso"

junho 19, 2015
Balder ou Baldur (Balðr no original) é uma divindade da mitologia nórdica. Segundo algumas fontes, este deus seria filho de Odin e Frigga, segundo outras seria apenas um "protegido" destes. Era, em qualquer dos casos, uma divindade da justiça e da sabedoria, e embora não pertencesse ao núcleo de deuses superiores, AEsir, era-lhe permitida a permanência em Asgard.


Balder é marido da bela Nanna, uma deusa benevolente e bela, que se atirou em sua pira funerária para habitar em Hel com seu marido. São pais de Forseti, uma divindade da justiça, que alguns dizem presidir as Things (assembleias dos homens livres).

Balder disseminou a boa vontade e a paz em todos os lugares que visitou, o que fez dele um dos deuses mais amados. Sua popularidade e bondade inata atraíram a ira de Loki.

Baseado no deus nórdico, a Marvel criou o personagem Balder, O Bravo, que aparece pela primeira vez na 85° edição da série em quadrinhos Journey Into Mystery, em 1962. Nos quadrinhos, Balder, O Bravo, é um grande amigo de Thor e, assim como na mitologia, é o catalisador cuja morte desencadeará o início do Ragnarök. Para prevenir que isso aconteça, Odin lança vários feitiços que o tornam invulnerável (pelo menos dentro dos limites de Asgard). Apesar de ser morto por Hodr, Balder acaba sendo trazido novamente à vida com a ajuda de Thor, sendo que passa a recusar a antiga vida de guerreiro após presenciar a situação das almas que habitavam o submundo. Há nos quadrinhos também uma relação entre Balder e Karnilla, que é apaixonada pelo deus, apesar de este desprezá-la. Além das habilidades normalmente possuídas por todos os asgardianos (vida extremamente longa e imunidade a doenças), Balder pode irradiar enorme quantidade de luz e calor, e devido aos feitiços de Odin é imune a qualquer arma enquanto estiver em Asgard.

Voltando a Mitologia...
BALDER, o deus da luz, é o mais belo dos deuses nórdicos. Filho de Odin e de Frigga, Balder tinha um irmão gêmeo, Hoder, o deus da escuridão. Mas, apesar de serem gêmeos, ambos eram muito diferentes um do outro. Enquanto Balder era de uma beleza irradiante, Hoder era cego e melancólico. No entanto, embora o aspecto e os atributos de Hoder não sejam atraentes, ele era fiel e devotado a Balder. Afinal, escuridão é o plano por meio do qual a luz se irradia. Os dois irmãos vivem no palácio de Balder, Breidablik, em companhia da consorte deste, Nanna. 

Como o seu pai Odin, Balder era um runemal, um mestre na leitura das runas. Na verdade, Balder tinha todas elas gravadas na sua língua e pode decifrar qualquer uma. Ele era, também um mestre da medicina e, como sua mãe Frigga, podia igualmente prover o futuro - exceto o seu próprio. 

Certa vez, Balder começou a sentir o peso do mundo sobre seus ombros, e a luz começou a desaparecer dos seus olhos. Preocupados, os deuses quiseram saber o que estava acontecendo, e Balder disse-lhes que seus sonhos estavam se tornando pesadelos, trazendo com eles um pressentimento terrível de que algo de muito ruim estava por acontecer. Frigga aterrorizou-se com a sorte de Balder e decidiu que nada de ruim iria acontecer com seu filho. Assim, ela obteve a promessa de cada criatura e de cada coisa do mundo - fosse pedra, folha, galho, animal, mortal ou deus - de que não fariam qualquer coisa que ferisse Balder. A única coisa que não prometeu a Frigga foi o visco, uma planta sempre verde de frutos vermelhos. Frigga não se preocupou com isso e até mesmo negligenciou o fato, pois o visco é uma planta macia e sem qualquer possibilidade de fazer mal a alguém - quanto mais a um deus. Entrementes, Odin, igualmente preocupado com o futuro do filho, partiu em viagem a Hel, o reino dos mortos, para consultar uma profetisa sobre o destino de Balder.

A invulnerabilidade de Balder passou a ser motivo de diversão entre os deuses. No melhor estilo nórdico, os imortais passaram a se reunir em Breidablik para testar os novos poderes de Balder. Eles atiravam pedras nele, alvejavam-no com flechas, provocavam o fio de suas espadas, golpeavam-no com machados, mas, mesmo assim, nada, absolutamente nada, o machucava. Havia, porém um "deus" que não se divertia com a invulnerabilidade de Balder. Pelo contrário. Loki (lembrando que Loki não era um deus AEsir e sim um Jotun - um gigante), o "deus da mentira", como o chamam, e do engodo, sempre o invejou. Planejando a derrocada do deus da luz, Loki tratou de descobrir seu ponto fraco. Assim, ele se transformou numa velha e foi visitar Frigga. A esposa de Odin estava distraída, fiando em sua roca, e, atraída pela eloquência daquela boa senhora, não demorou muito para contar que ela só não pedira ao visco que não o machucasse Balder.

Mal soube disso, Loki deixou o palácio de Frigga e foi em busca do visco. Ao achar a planta, o Mago das Mentiras cortou um ramo, o qual desfolhou e retirou seus frutos, deixando apenas um galho longo e reto como uma flecha. Em seguida, afiou uma das extremidades do ramo e dirigiu-se a Breidablik, onde os outros deuses se divertiam arremessando toda a sorte de objetos contra Balder. Hoder, o irmão cego deste, também estava brincando com os outros - sem sucesso, uma vez que, por conta de sua cegueira, ele não conseguia acertar nada do deus. E foi a Hoder que Loki se dirigiu, oferecendo-se para ajudá-lo a atingir o alvo. Ansioso por participar do jogo, Hoder aceitou não só a ajuda do deus da trapaça, mas também o galho que ele lhe ofereceu com dardo. Loki guiou o arremesso de Hoder e, tão logo o ramo de visco atingiu Balder, o deus da luz caiu morto.

Enquanto tudo isso acontecia, Odin estava em viagem a Hel, o reino dos mortos. Para conhecer o destino de seu filho Balder, Odin transmutara-se no mortal Vegtam e, por meio do uso das runas de encantamentos, convenceu a alma de uma profetisa - que, por estar morta, se recusaria a responder a um imortal - a lhe dizer de que se tratava o mau pressentimento  que povoava os pesadelos de Balder. Percebendo que os habitantes de Hel preparavam uma festa, Odin quis saber o motivo daquilo. A profetisa, respondeu que eles se preparavam para receber Balder, que logo seria morto por seu irmão Hoder. Chocado, Odin quase traiu seu disfarce, mas conseguiu se conter e perguntar sobre quem iria vingar a morte do deus da luz. Essa tarefa, confidenciou a profetisa, ficaria ao seu encargo de Vali, um deus que ainda viria a nascer da união entre Odin e a deusa da terra, Rind. Odin procurou, então, descobrir quem tramara a morte do deus, pois sabia que Hoder amava seu irmão e não seria capaz de lhe fazer algum mal, e perguntou quem não verteria lágrimas pela morte de Balder. A essa altura a profetisa percebeu que Vegtam sabia mais do que um mero mortal e suspeitou que ele fosse, na verdade, o próprio Odin. Recusando-se a responder, ela voltou à sua tumba e se calou. Profundamente deprimido com o que acabara de descobrir, Odin retornou a Asgard, apenas para ser informado sobre o triste acontecimento.

Os deuses estavam terrificados pelo que acontecera. Todos suspeitavam de Loki, mas seu código de honra determinava que Hoder deveria morrer para vingar Balder. Entretanto, a sentença foi adiada, pois Hoder havia sido levado a Gladsheim, um dos palácios de Odin, onde não era permitido que se derramasse sangue. Mas, enquanto os outros deuses pensavam em vingança, Frigga lutava para encontrar um meio de trazer Balder de volta à vida. A única coisa possível de se fazer era descer até Hel e pedir à deusa da morte, cujo nome é o mesmo que o do reino que ela governa, libertar o deus. No entanto, quando Frigga pediu que algum dos imortais se oferecesse para empreender a difícil tarefa, ninguém se manifestou. Um silêncio embaraçoso soou como o mais terrível trovão no salão de assembleias de Gladsheim. 

Frigga insistiu corajosamente no pedido, prometendo que o voluntário seria considerado por ela e por Odin o mais caro entre todos os AEsir. Então quebrando, o silêncio, Hermond avançou em direção a Frigga e ofereceu-se para a missão. Também Hermond, o mensageiro dos deuses de Asgard, era filho de Odin e de Frigga. Por amor aos pais e aos irmãos, Hermond colocava de lado o temor de uma viagem tão arriscada para tentar salvar Balder e evitar a execução de Hoder. 

Enquanto Hermond partia em sua difícil missão, os outros deuses começaram os preparativos para o funeral de Balder. Para tanto, eles preparavam uma pira funerária a partir do barco do deus, Ringhorn. Os imortais colocaram no navio uma enorme pilha de madeira retirada de uma floresta sagrada que havia nas proximidades. Depois, para homenagear Balder, eles depositaram no navio seus mais caros tesouros. Ao ver a pira funerária de seu marido ser construída, Nanna não resistiu de tristeza e morreu à vista de todos. Também ela foi colocada a bordo do Ringhorn. O navio, porém, estava tão pesado, com tantos presentes, que os deuses não foram capazes de lança-lo ao mar. Os gigantes das montanhas, que a tudo assistiam ofereceram-se, então, para ajudar. Assim, a giganta Hyrrokin surgiu entre os deuses, cavalgando um enorme lobo cinzento. Sua força era tremenda, e ela conseguiria lançar Ringhorn ao mar sem ajuda de ninguém. Mas, até mesmo para Hyrrokin, o navio estava muito pesado, e ela precisou colocar tanta força no impulso que os nove mundos foram sacudidos. A fricção do impulso também incendiou o barco, que se fez ao mar já em chamas.

Enquanto isso, montando Sleipnir, o veloz cavalo de oito patas de Odin, Hermod, chegava a Niflheim, a terra da névoa e da escuridão, e preparava-se para atravessar a ponte sobre o rio Giöll, que separa Hel do resto do reino de Nilfheim. Mas, ao começar a atravessar, a guardiã da ponte, Modgud, impediu-o, dizendo que os mortos que por ali passavam eram silenciosos, e Hermond, estafava fazendo muito barulho. Por isso, ela desconfiou de que ele estivesse vivo e exigiu que ele se identificasse e explicasse o que estava fazendo ali. Hermod respondeu com honestidade, o que lhe garantiu a confiança de Modgud. Ela disse que Balder e Nanna já haviam chegado a Hel e indicou o caminho até os portões do reino dos mortos.

À entrada de Hel, Hermond teve de passar pelos portões intransponíveis, o que só conseguiu fazer por conta da agilidade de Slipnir, que de um salto conseguiu passar pelo portal. Uma vez naquele reino, Hermond não teve dificuldades de encontrar Balder e Nanna. Os dois estavam sendo recepcionados na sala de banquetes, com uma festa em sua homenagem. Ao ver o irmão, Balder entristeceu-se e disse a Hermond que sua viagem tinha sido em vão, pois ele teria de permanecer lá até a vinda de Ragnarök, a batalha final entre as forças do bem e do mal. No entanto, prosseguiu Balder, Hermond poderia levar Nanna de volta a Asgard se ela quisesse. A deusa, porém, recusou-se. Ela preferiria permanecer com o marido naquele reino frio e desolado a viver sem ele na terra dos deuses. Hermond, por sua vez, não desistiu. Ele tinha arriscado muito para chegar até ali e não voltaria a Asgard sem antes pedir a Hel, a deusa daquele reino, que libertasse seu irmão. Mas ela não tinha motivos para deixar Balder partir. Hermond argumentou, então, que todas as criaturas dos nove mundos tinham se coberto de luto pela morte de Balder. Seria justo, portanto, que ela deixasse ele e Nanna voltarem a viver entre os vivos. Hel não acreditou. Mesmo assim, daria uma chance ao deus da luz se todas as criaturas de todos os mundos - vivas ou mortas - provassem, com suas lágrimas, que estavam tristes com a morte do deus. No entanto, se uma única criatura não vertesse em lágrimas por ele, deveria continuar entre os mortos até o final dos tempos. Hermond deu-se por satisfeito, pois tinha certeza de que absolutamente todas as criaturas de todos os mundos amavam o deus da luz. Assim, o mensageiro de Asgard voltou ao reino dos deuses com a certeza de que tinha cumprido sua missão.

Imediatamente, Frigga enviou arautos a todos os reinos para informar que todas as criaturas deveriam chorar pela morte de Balder. Logo, o Universo estava em lágrimas. Absolutamente todos os seres - até mesmo a mais vil das criaturas - choravam por ele. Aliás, todos, exceto um. Ao saber do pedido de Frigga, a giganta Thok informou ao mensageiro que nunca sim importara com Balder quando dele estava vivo e que, por ela, ele podia continuar em Hel até o final dos tempos. A tristeza espalhou-se pelos nove mundos, mas não havia nada a ser feito. Thok não era ninguém menos do que Loki, o deus das trapaças, disfarçado. Com sua recusa, ele condenou pela segunda vez Balder a viver entre os mortos até a chegada de Ragnarök.

Restava aos deuses vingar Balder. E conforme a profecia revelada a Odin em Hel, o deus supremo teve um filho com Rind. Vali, o fruto dessa união atingiu a idade adulta no seu primeiro dia de vida e, naquela mesma noite, abateu Hoder com uma flechada. Vali, então, tomou o lugar de Balder, como deus da eterna luz. Vali é um dos poucos deuses de Asgard que sobreviverá ao Ragnarök.

ELEMENTOS: fogo, ar
ANIMAIS TOTÊMICOS: águia, galo, cavalo.
CORES: amarelo, vermelho, dourado, branco
ÁRVORE: acácia branca, tília.
PLANTAS: camomila, dente-de-leão, girassol, hipericão.
PEDRAS: âmbar, topázio, diamante, feldspato da Islândia.
METAIS: ouro, platina, prata.
DATAS DE CELEBRAÇÃO: nos solstícios (Yule, de inverno, e Midsommar, de verão)
SÍMBOLOS: luz, brilho, beleza, cavalo, escudo, roda solar, barco, pira funerária, anel.
RITUAIS: para aumentar a capacidade de tolerância e aceitarão, para despertar compaixão, para perdoar, para morrer e renascer (terapias de renascimento, vidas passadas).
PALAVRA-CHAVE: suavidade, ternura
RUNAS: Wunjo, Raidho, Sowilo, Dagaz
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