deus Mani - "O Deus da Lua"

junho 19, 2015
Irmão de Sunna, Mani era filho do gigante Mundilfari, que deu a seus filhos os nomes de Sol e Lua. Esse fato enfureceu os deuses, que sequestraram as crianças e tornaram-nas condutores das carruagens dos luminares celestes - dos quais se tornaram, posteriormente, regentes.


Mani ficou conhecido como deus lunar e Sunna (ou Sol), como deusa solar. Em certa ocasião, Mani condoeu-se de duas crianças maltratadas pelo pai e roubou-as, levando-as para morar junto dele, na Lua. A menina, Bill, foi levada à condição divina por Odin, tornando-se, assim uma deusa lunar, que dividia a regência da Lua com o deus Mani.


Mani regia calendários, as marés e as fases lunares. Os antigos escandinavos e teutões usavam calendários lunares, mas não viam uma oposição entre o Sol e a Lua, nem entre o sexo feminino e masculino. O simbolismo das regências baseava-se nas qualidades revitalizantes e nutrizes dos raios solares, atribuídas a uma deusa, e não a um deus. Por outro lado, o deus Mani conciliava a intuição lunar com o pensamento linear e o raciocínio lógico (qualidades solares). Na visão teutônica, a Lua não era associada ao subconsciente ou às emoções, mas a razão e ao ato de medir.


Em algumas lendas, conta-se que Mani consolava as mulheres que eram maltratadas pelo marido, tornando-se seu amante misterioso e invisível nas noites de lua cheia. Podemos interpretar essa crença como o encontro com o subconsciente e o posterior fortalecimento da alma feminina. 


ELEMENTO: água
ANIMAIS TETÔNICOS: lebre, lobo, coruja, caracol, ostra
COR: branco prateado
ÁRVORE: choupo , salgueiro, vidoeiro
PLANTAS: alho-poró, cinerária, orelha-de-lebre
PEDRAS: pedra-da-lua, cristal leitoso, selenita.
SÍMBOLOS: calendário, inconsciente, marés, ciclos, intuição, ilusão, névoa
DIA DA SEMANA: segunda-feira
RITUAIS: plenilúnios, regressão de memória, resgate da alma, projeção astral.
PALAVRA-CHAVE: o desconhecido
RUNAS: Perdhro, Mannaz, Laguz
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