deusa Frigga - "A Amada"

junho 19, 2015
Na mitologia nórdica, Frigga, ou Friga, é a Deusa-Mãe da dinastia de Aesir. Esposa de Odin e madrasta de Thor , é a deusa da fertilidade, do amor e da união. É também a protectora da família, das mães e das donas-de-casa, símbolo da doçura.


NA MITOLOGIA NÓRDICA
Segunda esposa de Odin e mãe do deus Balder, o deus da luz, Frigga é a mais importante deusa do panteão nórdico. Como Freyja, Frigga também é uma deusa da fertilidade. No entanto, sua natureza é mais gentil, menos selvagem do que a de Freyja. Enquanto Freyja representa o aspecto puramente sexual da fertilidade - repleto de lascívia e violência -, Frigga incorpora a fertilidade latente na placidez doméstica e representa a felicidade conjugal e a maternidade. Por conta disso, era normalmente representada com um molho de chaves pendendo da cintura - o símbolo nórdico da boa dona de casa. Mas, como toda mulher nórdica, Frigga era altiva e não se submetia completamente ao marido. Certas histórias dão conta de que ela cometeu adultério com os irmãos de Odin, Vili e Ve, e muitas vezes, busca enganar o marido em detrimento de algum protegido.

Frigga vive no palácio Fensalir, onde passa grande parte do tempo fiando fios de ouro ou nuvens coloridas. É ela que pinta de púrpura e dourado as nuvens do poente. Frigga é a única divindade que tem permissão de se sentar no trono de Odin, Hlidskialf, de onde ela vê tudo o que acontece nos nove mundos. Além disso, ela também tem o poder de prever o futuro, embora relute em revelar aquilo que irá acontecer.

A mais importante deusa do panteão nórdico tem, porém, uma única fraqueza. Provavelmente todas as mulheres padecem no mesmo impulso que Frigga: o de desejar ardentemente acessórios que realcem ainda mais a sua beleza. Certa vez, Odin mandou erigir uma estátua em sua própria homenagem, dentro da qual ele escondeu uma peça de ouro. Graças aos seus poderes, Frigga soube que a estátua escondia a valiosa peça  ansiou por entregá-las aos anões ourives, para que eles lhe fizessem um colar. Assim, Frigga não hesitou em roubar o ouro da estátua de Odin.

O trabalho dos anões, como era de se esperar resultou em uma joia de incrível beleza. O próprio Odin desejou Frigga ainda mais, depois de vê-la usando o colar. Mas sua alegria durou pouco, pois logo descobriu que o ouro que ele havia depositado em sua estátua havia sido roubado. Enfurecido, ele chamou os anões e lhes perguntou quem havia roubado a peça. Os anões, porém, nada disseram. Sem poder contar com o apoio de ninguém, Odin jogou as runas de fora que, com sua mágica, daria o dom da fala à estátua e ela revelará o autor do roubo.

Ao saber disso, Frigga amedrontou-se. Temendo a fúria de Odin, ela chamou Fulla, uma de suas fiéis damas de companhia, e pediu a ela que arranjasse um meio de evitar que Odin descobrisse o crime e a consequente ira que ele dirigiria a ela. Não tardou que Fulla voltasse a Fensalir acompanhada de um anão tão feio que sua aparência era revoltante. O anão disse que evitaria a descoberta de Odin sob uma condição: a que Frigga compartilhasse com ele uma noite de luxúria. A deusa consentiu e, naquela mesma noite, cedeu seus favores de mulher ao repulsivo anão.

Na manhã seguinte, o anão foi até onde estava a estátua e, por meio da sua mágica, fez que os guardas dormissem. Em  seguida, ele se armou de uma marreta e destruiu a estátua de forma que não ficou pedra sobre pedra. Dessa forma, Odin, nunca foi capaz de descobrir quem havia roubado o seu ouro. Mas a fúria do deus não amainou. Odin partiu, deixando Asgard por sete longos meses. Seus dois irmãos, Vili e Ve, companheiros na guerra que derrotou os gigantes de gelo, imaginaram que Odin havia abdicado, e assumiram o poder do reino dos deuses. Os dois também compartilharam entre si Frigga, a esposa preferida de Odin. No entanto, os dois deuses não tinham o mesmo poder que Odin e a ordem das coisas foi afetada. Por isso, quando Odin retornou para assumir seu trono e sua esposa novamente, tanto os deuses de Asgard como os mortais de Midgard deram graças.


ATRIBUTOS

Frigga era considerada pelos nórdicos antigos como a mãe das Asynjor.
Na Escandinávia, a constelação conhecida como "Constelação de Órion" é denominada "Frigga Distaff" (Fuso de Frigga). Como a constelação está no equador celestial, vários intérpretes sugerem que as estrelas que giram no céu da noite podem ter sido associadas com a roda girando de Frigga. Em diversas passagens ela é representada fiando tecidos ou girando as nuvens.
O nome Frigga pode ser traduzido como "amor" ou "apaixonado" e traz inúmeras variações entre as muitas culturas europeias do norte, tanto de local como de tempo. Por exemplo, Frea no Alemão Sulista, Frija ou Friia no Alto Alemão Arcaico, Friggja em Sueco, Frīg (genitivo Frīge) no Inglês Arcaico e Frika que apareceu nas óperas de Wagner. Também é sugerido por alguns autores que o "Frau Holle" da cultura folclórica alemã refere-se a deusa.

O salão de Frigga em Asgard é Fensalir, que significa "salões do pântano". Isto pode significar que as terras alagadiças ou pantanosas eram consideradas especialmente sagradas à deusa, mas tal afirmação não pode ser considerada definitiva.

A deusa Saga, que foi descrita bebendo com Odin em copos dourados em seu salão de "assentos submersos" pode ser que represente Frigga com um nome diferente.
Os símbolos normalmente associados com Frigga são: Chaves, fuso, eixo da roca (roda girando), visco.

Rainha do Céu, padroeira dos casamentos, das parcerias, da vida familiar, dos nascimentos, da maternidade, da fidelidade conjugal, das crianças, da agricultura, do lar das tarefas domésticas, da preparação da comida, das donas de casa, da tecelagem e da terra. Ela tem o conhecimento dos destinos, porém guarda em silêncio e não faz profecias.



ELEMENTOS: ar, água (névoa, nUvens)
ANIMAIS TOTÊMICOS: falcão, garça, coruja, ganso selvagem, cegonha, pintassilgo, águia aquática, aranha, carneiro (puxa sua carruagem), caracol, bicho-da-seda.
CORES: cinza-prateado, azul, branco
ÁRVORES: ameixeira, macieira, paineira, nogueira
PLANTAS: teixo, cânhamo, hera, linho, rainha-dos-prados, verônica
PEDRAS: âmbar, cristal de rocha, calcedônia, calcita, crisólita, safira.
METAIS: ouro, cobre
DIA DA SEMANA: sexta-feira (junto com Freyja) e quinta-feira (junto com Thor). Nesses dias e das crianças, Frigga era reverenciada juntamente com a deusa Nerthus, na noite de 24 de dezembro, a assim chamada "Noite da Mãe"
DATAS DE CELEBRAÇÃO: 11/01, 24/05 (equinócio da primavera, lua cheia de maio), 01/08, 24 e 27/12.
SÍMBOLOS: fuso (ela fia a matéria-prima que será tecida pelas Nornes), a constelação de Órion, a constelação Ursa Menor, roca de fiar, tear, chaves, manto, cinto e colar de ouro, penas de garça e de falcão, nuvens, lã, linho, taça de chifre de boi, chaves de casa. 
RITUAIS: menarca, gravidez, parto, menopausa, busca da visão, contemplação, viagens astrais, precognição, ritos de passagem, encantamentos com fios. 
PALAVRA-CHAVE: percepção psíquica, silêncio
RUNAS: feoh, ansuz, eihwaz, perthro, berkana, laguz inguz.
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